História de Vida:
Visões e Orientações
«São muitos os métodos e as técnicas de colecta e análise de dados em uma abordagem qualitativa e, entre eles, a história de vida ocupa lugar de destaque. Através da história de vida pode-se captar o que acontece na intersecção do individual com o social, assim como permite que elementos do presente fundam-se a evocações passadas. Podemos, assim, dizer, que a vida olhada de forma retrospectiva faculta uma visão total de seu conjunto, e que é o tempo presente que torna possível uma compreensão mais aprofundada do momento passado.
É o que, em outras palavras, nos diz SOARES (1994) quando discute as articulações entre os conceitos vida e sentido:
“Somente a posteriori podem-se imputar, aos retalhos caóticos de vivência, as conexões de sentido que os convertem em ‘experiência’” (SOARES, 1994:23).
Cabe lembrar que deve-se estar ciente dos avanços e recuos, da cronologia própria, e da fantasia e idealização que costumam permear narrativas quando elas envolvem lembranças, memórias e recordações.
FARIAS (1994) adverte que as entrevistas de história de vida trabalham com memória e, portanto, com selectividade, o que faz com que o entrevistado aprofunde determinados assuntos e afaste outros da discussão.
No entanto, como nos diz BOSI (1994), o que interessa quando trabalhamos com história de vida é a narrativa da vida de cada um, da maneira como ele a reconstrói e do modo como ele pretende seja sua, a vida assim narrada.
QUEIROZ (1988) coloca a história de vida no quadro amplo da história oral que também inclui depoimentos, entrevistas, biografias, autobiografias. Considera que toda história de vida encerra um conjunto de depoimentos e, embora tenha sido o pesquisador a escolher o tema, a formular as questões ou a esboçar um roteiro temático, é o narrador que decide o que narrar. A autora vê na história de vida uma ferramenta valiosa exactamente por se colocar justamente no ponto no qual se cruzam vida individual e contexto social.
HAGUETTE (1987) considera que a história de vida, mais do que qualquer outra técnica, excepto talvez a observação participante, é aquela capaz de dar sentido à noção de processo. Este “processo em movimento” requer uma compreensão íntima da vida de outros, o que permite que os temas abordados sejam estudados do ponto de vista de quem os vivencia, com suas suposições, seus mundos, suas pressões e constrangimentos.
CAMARGO (1984) complementa que o uso da história de vida possibilita apreender a cultura “do lado de dentro”; constituindo-se em instrumento valioso, uma vez que se coloca justamente no ponto de intersecção das relações entre o que é exterior ao indivíduo e aquilo que ele traz dentro de si.
O mesmo pensa CIPRIANI (1988) quando considera o “livre fluir do discurso”, condição indispensável para que vivências pessoais despontem profundamente entranhadas no social, o processo de “escavação do microcosmo” deixa entrever o “macrocosmo”, o universal mostra-se invariavelmente presente no singular.
BECKER (1994) acrescenta que a história de vida aproxima-se mais do terra a terra, a história valorizada é a história própria da pessoa, nela são os narradores que dão forma e conteúdo às narrativas à medida que interpretam suas próprias experiências e o mundo no qual são elas vividas.
Diz-nos DENZIM (1984) que a temporalidade é básica no estudo das vidas e distingue duas formas de temporalidade. O tempo mundano relacionado a presente, passado e futuro como horizonte temporal contínuo e o tempo fenomenológico que é o tempo como fluxo contínuo, é o tempo interior, contínuo e circular. Diz ainda que uma vida pode ser mapeada em termos de episódios cruciais de cujo manejo resultam os seus significados. E, contando delas, as pessoas contam mais do que uma vida, elas contam a vida de uma época, de um grupo, de um povo.
Apoiando-se em SARTRE, comenta o autor:
“As pessoas comuns universalizam, através de suas vidas e de suas acções, a época histórica em que vivem. Elas são exemplos singulares da ‘universalidade da história humana’” (SARTRE, 1981:43 apud DENZIM, 1984:30).
A definição de história de vida dada por GOY (1980) complementa os vários elementos já apontados pelos autores acima cotejados. Ele, assim, acrescenta ser a história de vida “um arquivo entrelaçando o verdadeiro, o vivido, o adquirido e o imaginado” (Goy,1980:743 apud Pesce, 1987:154).
A história de vida pode ser, desta forma, considerada instrumento privilegiado para análise e interpretação, na medida em que incorpora experiências subjectivas mescladas a contextos sociais. Ela fornece, portanto, base consistente para o entendimento do componente histórico dos fenómenos individuais, assim como para a compreensão do componente individual dos fenómenos históricos.»
• Passo por passo, ano por ano, explique de forma resumida como decorreu a sua vida (principalmente do ponto de vista profissional) e destaque os principais acontecimentos.
3. Responder a Questões
• Para cada um dos acontecimentos que referiu no ponto anterior responda às seguintes questões:
• Porque foi importante para mim este acontecimento?
• O que aprendi com este acontecimento ao nível dos meus conhecimentos, aprendizagens e competências?
• O que ficou por fazer, pensar ou reflectir sobre esse momento?
• Como me relacionava com os outros nesse momento?
• Em que medida esse acontecimento mudou a minha vida?
• Como superei/actualizei/dinamizei os conhecimentos que adquiri com esse acontecimento?
• O que teria feito diferente?
• Qual o contexto em que esse acontecimento teve lugar?
4. Pedir Opiniões.
• Peça a outra pessoas do seu círculo de conhecimentos que comentem a sua cronologia e faça depois disso uma análise a esses comentários.
5. Fazer uma lista de dificuldades.
• Faça uma lista com aquilo que gostava de aprender ou com aqueles pontos em que sente mais dificuldade. Faça uma auto-avaliação de conhecimentos.
6. Fazer uma lista de pontos fortes.
• Faça uma lista de pontos onde indica aquilo que acha que, principalmente profissionalmente, se destaca pela positiva em si e no desempenho da sua função no seu dia-a-dia.
7. Fazer lista de tarefas.
• Faça uma lista de todas as tarefas que realiza durante um dia de trabalho e indique que conhecimentos tem que ter para as realizar com qualidade e segurança.
8. Descrever um dia da sua vida.
• Descreva um dia da sua vida. Mas faça-o como se não fosse você que o está a viver. Faça-o indicando o que podia mudar para melhor.
9. Fazer pesquisas.
• Faça pesquisas sobre temas que lhe interesse. Use a internet ou outro meio qualquer de consulta. Após a pesquisa faça uma análise crítica sobre o tema. Dê a sua opinião.
10. Leia um livro.
• Compre ou vá a uma biblioteca. Leia um livro. Faça um resumo e uma análise crítica da obra. Escolha autores e temas do seu gosto.
11. Ler uma notícia.
• Compre o jornal. Leia uma notícia. Faça uma análise e comentário a essa notícia. Escreva uma notícia sobre a sua participação no curso EFA.
12. Registar o tempo de trabalho.
• Registe o tempo gasto num dia no desenvolvimento das suas actividades profissionais.
13. Criar um Blog.
• Crie um blog, por exemplo em http://www.blogger.com/ e comece a fazer um diário da sua actividade profissional e percurso no EFA.
. Tenha calma. Quando acabar estas actividades terá um bom registo de começo para o EFA. Registe tudo em formato Word ou Excel ou qualquer outro sistema informático.
.Crie o seu portefólio pessoal em suporte de papel.
Um Blog é um site onde você pode estar escrevendo sempre, contando as novidades, expondo suas idéias, divulgando notícias, exibindo fotos, colocando links interessantes, ensinando algo a outras pessoas.
Você pode personalizar seu Blog da maneira que quiser, trocar as cores dos botões, links, fundos de tela, tipo de fonte usada nos textos, posicionamento dos blocos de textos, entre vários outros recursos.
Coloque no seu Blog seus assuntos favoritos, atraia pessoas que gostem dos mesmos assuntos que você, troque informações. Sempre que alguém visitar seu Blog, poderá interagir com você, comentar, dar sugestões, acrescentar links, trocar e-mails.
Faça do seu Blog a sua voz na internet, seu lugar de encontro com amigos, e pessoas do mundo todo.
Criar Conta Gmail
É preciso criar uma conta no Gmail (porque a Google comprou o Blogger). Depois de criar a conta no Google basta ir a www.blogger.com e carregar no link para criação do blog. O Blogger tem suporte para português.
1º PASSO - INCREVER-SE NO BLOGGER
1. Pesquisar a página - escrever BLOGGER num motor de busca como por exemplo no GOOGLE
2º PASSO
1. Pesquisar a página - Seleccionar o link WWW.BLOGGER.COM
3º PASSO
1. Pesquisar a página - Clicar na zona laranja, em CRIAR BLOG
4º PASSO
1. Inserir um endereço de email da pessoa que está a criar o blog.
2. Criar uma password para o blog e confirmar a passowrd
3. Dar um titulo quidentificar a página...por exemplo "Cristina Jorge - Joalharia de Autor"...ou "Joalharia contemporânea", etc
4. Copiar a sequência de letras - é apenas um procedimento de segurança
5. Aceitar os termos de uso
6. Clicar em "CONTINUAR"
5º PASSO
1. Dá um título ao teu blog (podes mais tarde alterar nas configurações do blog) .
2. Cria o endereço que queiras dar ao teu blog, por exemplo o teu nome. Ficará depois http:
3. Copia as letras de verificação
4. Clica em "CONTINUAR"
6º PASSO
1. Escolher o modelo de configuração da página pretendido clicando no circulo correspondente à selecção pretendida.
2. Clicar em continuar
7º PASSO
1. Está finalizada a criação do blog
2. Clicar em " COMEÇAR a ENVIAR MENSAGENS"
NESTE PRECISO MOMENTO JÁ ESTÁS DE PARABENS, CONSEGUISTE CRIAR UM BLOG SÓ TEU, JÁ PODES COLOCAR O ENDEREÇO DO TEU BLOG NA JANELA DE ENDEREÇOS E ACESSAR AO TE BLOG
AGORA FALTA APRENDERES COMO COLOCAR TEXTOS, IMAGENS, SLIDES, ETC PARA ASSIM PERSONALIZARES O TEU ESPAÇO VIRTUAL....
Passo 1 - Aceder ao site do Gmail: Vídeos Gmail - Criar Conta Aceda a www.gmail.com Para criar uma conta no Gmail apenas necessita de um Browser como o Internet Explorer, Firefox, Chrome, etc, e uma ligação de Internet. Deverá obter uma página similar à apresentada em baixo. No momento em que este artigo foi escrito, o Gmail oferece um pouco mais de 7 Gb de espaço. O que é mais do que suficiente para guardarmos todos os emails de anos.
Clique em "Inscreva-se em Gmail". Siga para a próxima página.
Passo 2 - Escolher o endereço de email, e preencher os campos do formulário online: Precisa agora de começar a preencher o formulário. Uma vez que preencheu o seu nome e apelido, é hora de escolher um nome de login desejado. Isto é importante como seu nome de login decidirá o email que terá, e em caso de um cliente de Gmail, seria escolha-o-seu-email@gmail.com. Escolha um nome de login, igualmente chamado o username, com cuidado.
Passo 3 - Como escolher um nome de login ou username para o seu endereço Gmail: Escolher um nome de início de uma sessão é arte e senso comum. E porque determina qual seu endereço de email será, eu sugiro que passe algum tempo a pensar sobre ele. Os endereços de email precisam de ser originais, o que significa que não podem existir dois endereços iguais. Não há nenhuma garantia que seu nome de início de uma sessão preferido estará disponível, então pense bem qual deverá ser a alternativa. Fica o meu conselho e sugestões em como escolher o seu email.
Primeiro verifique se o sistema aceita os seus nomes, assim, tente: primeiro nome, último nome, como joao-silva, ou o popular joao.silva. Pode igualmente tentar o joaosilva. Ter um email de Gmail com o seu nome é certamente muito afortunado, por causa do número imenso de utilizadores do serviço. Entretanto, se tem um nome relativamente raro, tem uma boa possibilidade;
Se estas combinações não funcionarem, procure juntar o seu nome com sua profissão - tal como joao.arquitecto. O seu nome de login precisa de ser atractivo e ao mesmo tempo descritivo, para que todos possam recordá-lo sem muita dificuldade e associá-lo a si. Por exemplo, se é um contabilista dócil de uma cidade pequena, escolhendo o email " inferno-anjos" como nome de início de uma sessão seria imprudente. Um pouco, joao-contabilista@gmail.com seria muito melhor.
Eu igualmente não aconselho encontrar e usar números e dígitos no seu nome de login de uma sessão a menos que, naturalmente, forem uma parte do seu nome da companhia/negócio. Além disso, precisa de ter um username que seja fácil de recordar. A disponibilidade de um login ou de um nome de utilizador pode ser verificado no campo de verificação da página do Gmail.
Passo 4 - Escolher uma Palavra-Passe para o seu Gmail: Criar a sua conta de e-mail Gmail com uma palavra-passe forte é imperativo. Pense na senha como a combinação-chave do seu cofre e tem de dar o mesmo montante de importância. Uma combinação de letras maiúsculas e em letras minúsculas com alguns dígitos seria uma senha bastante forte. à direita do campo de texto no qual introduz a sua senha existe uma espécie de medidor que indica a força da senha. Tem de introduzir a senha duas vezes e pode deixar a caixa "Lembrar-se de mim neste computador" por preencher
Passo 5 - Proteger o seu Gmail com uma pergunta de segurança: Agora tem de selecionar uma pergunta de segurança apresentada no menu- e tem de fornecer a resposta. Esta segurança adicional ajuda na obtenção da sua senha de conta de e-mail se a esquecer.
Passo 6 - Verificação de Palavra e Confirmação: Depois de fornecer o seu endereço de e-mail secundário - pode deixar este espaço em branco, se não tiver um - e a sua localização, tem de introduzir os carateres que vê no quadro acima. Porque isto é necessário? Para que Gmail saiba que as entradas são de um ser humano e não algum programa automatizado. Agora que tudo está feito, pode ler os Termos do Serviço e clicar no botão "aceito. Crie a minha conta." que criará a sua conta de Gmail gratuita. Hurra e congratulações. Para aceder ao seu Gmail no futuro, tem de ir ao Web site e introduzir o seu username (nome do utilizador) e senha mais uma vez.
Sobre o PRA «O Portefólio de cada adulto é pessoal, intransmissível, irrepetível... corresponde a um adulto que naquele determinado momento começou a escrever, a juntar "bocadinhos de passado", a tecer uma história da qual tem uma visão, a qual recorda para contar, à qual atribui um sentido único e momentâneo pois ele também se transforma no presente e no futuro... Aliás o Portefólio contem estes três tempos que se relacionam, chocam, interpõem e confluem para a sua produção: Passado, Presente e Futuro. O adulto produz um documento pessoal, tão pessoal que na maior parte das vezes vem acompanhado de uma capa personalizada e que informa o leitor de quem é o autor, mesmo antes de se ler uma linha que seja... Cabe à equipa técnico-pedagógica a ardua tarefa de procurar encontrar critérios de evidência naquele relato autobiográfico, tendo em conta o Referencial de Competências-Chave, documento dinâmico e aberto que orienta toda a acção do Processo de RVCC, nunca esquecendo que há milhares e milhares de combinações possíveis contidas no documento: tantas quantas as experiências de vida de todos os adultos em Processo.»
Importa sublinhar, antes do mais, que um Portefólio não é um mero repositório de trabalhos "organizados" numa pasta de arquivo ou numa caixa.
O Portefólio é uma colecção organizada e devidamente planeada de trabalhos, reflexões, narrativas produzidos por um adulto, ao longo de um dado período de tempo, de forma a poder proporcionar uma visão tão alargada e pormenorizada quanto possível das diferentes componentes do seu desenvolvimento e das suas competências.
Na medida em que o Portefólio é um instrumento de avaliação, pode dizer-se que se trata de um conjunto de elementos, acompanhados de indicações e de comentários estruturados, escolhidos pelo adulto, com a finalidade de demonstrar a evidência e o desenvolvimento das competências. Ou seja, este instrumento permite ao adulto identificar os elementos significativos relativamente a progressão das suas aprendizagens ao longo da vida. Desta forma, este instrumento pode ser entendido como o reflexo do percurso do adulto, ao mesmo tempo que permite aos elementos das equipas dos Centros Novas Oportunidades ajustar as suas intervenções de forma adequada.
Antes do adulto fazer a recolha dos documentos, deve ser informado dos critérios de sucesso e objectivos (podendo criar uma planificação pessoal do PRA) que se espera encontrar no seu portefólio e da reflexão que ai deve incluir. Os critérios podem ser, por exemplo, sobre:
- a apresentação visual/gráfica dos documentos;
- a qualidade da língua/do discurso;
- a organização do portefólio;
- a pertinência dos documentos incluídos.
O Portefólio não é elaborado só para o Adulto. Ele é um instrumento comum entre o Adulto e a Equipa, por isso, deve permitir respostas concretas e saber:
- Situar-se facilmente?
- Perceber porque é que os documentos escolhidos são pertinentes?
- Tem reflexões? De que natureza? Em que medida estão ajustadas às orientações da Equipa? E à História de Vida?
Fonte e mais informação pode ser consultada aqui: CONSTRUÇÃO DE UM E-PORTEFÓLIO
Curriculum Vitae: Insira a sua fotografia. (facultativo)
Informação pessoal: Apelido(s) / Nome(s) próprio(s) Apelido(s) Nome(s) Morada(s) Rua, número, código postal, localidade, país Telefone(s) Telemóvel: Facultativo Fax(es) Facultativo Correio(s) electrónico(s) Nacionalidade Data de nascimento Sexo
Experiência profissional:
Datas-Comece por indicar a experiência profissional mais recente; a cada posto profissional pertinente deverá corresponder uma entrada separada. Facultativo Função ou cargo ocupado Principais actividades e responsabilidades Nome e morada do empregador Tipo de empresa ou sector
Formação académica e profissional
Datas Comece por indicar a formação mais recente; a cada curso pertinente que tenha concluído deverá corresponder uma entrada separada. Facultativo Designação da qualificação atribuída Principais disciplinas/competências profissionais Nome e tipo da organização de ensino ou formação Nível segundo a classificação nacional ou internacional Facultativo
Aptidões e competências pessoais
Primeira língua Indique a(s) sua(s) língua(s) materna(s) Outra(s) língua(s) Auto-avaliação Compreensão Conversação Escrita Nível europeu (*) Compreensão oral Leitura Interacção oral Produção oral Língua Língua (*) Nível do Quadro Europeu Comum de Referência (CECR) Aptidões e competências sociais Descreva estas competências e indique o contexto em que foram adquiridas. Facultativo Aptidões e competências de organização Descreva estas competências e indique o contexto em que foram adquiridas. Facultativo Aptidões e competências técnicas Descreva estas competências e indique o contexto em que foram adquiridas. Facultativo Aptidões e competências informáticas Descreva estas competências e indique o contexto em que foram adquiridas. Facultativo Aptidões e competências artísticas Descreva estas competências e indique o contexto em que foram adquiridas. Facultativo Outras aptidões e competências Descreva estas competências e indique o contexto em que foram adquiridas. Facultativo
Carta de condução Inclua nesta rubrica a(s) cartas de condução das quais é titular, especificando, se pertinente, a categoria de veículo. Facultativo
Informação adicional Inclua nesta rubrica qualquer outra informação pertinente: por exemplo, pessoas de contacto, referências, etc. Facultativo.
um portefólio é… “um conjunto coerente de documentação reflectidamente seleccionada, significativamente comentada e sistematicamente organizada, contextualizada no tempo, reveladora de um percurso”. (Tavares e Alarcão, 2003) Estrutura Material: dossier, separadores Organização: núcleos, temas, domínios Identificação: (instituição, nome, curso, nível) Índice/guião: construído e reconstruído Apresentação do Autor Conteúdo Auto-biografia recolha de Informação na Comunicação Social, livros, Internet, outras fontes; trabalhos feitos nas aulas ou em casa; experiências realizadas, incidentes críticos; resumos, esquemas, relatórios, notas; fichas de leitura, diários de aprendizagem, narrativas de aprendizagem, fotografias, entrevistas, pareceres (professores, colegas); outros documentos; razões da inclusão dos documentos; reflexões do formando; todos os documentos já avaliados, mesmo se já reformulados
Critérios de construção e avaliação do portefólio
Apresentação, criatividade, originalidade Organização: estruturação, sequencialidade Adequada justificação/fundamentação dos documentos Reflexividade, criticidade, problematização Qualidade das reflexões e da (auto)análise desenvolvida Representatividade, selectividade, diversidade, coerência Datação, indicação das fontes Correcção linguística, adequação às competências Iniciativa, autonomia, responsabilidade Carácter aberto, flexível e dinâmico Perseverança, melhoria constante
Colosso de Rodes - Por volta de 290 a.C., quando os habitantes da ilha de Rodes conseguiram expulsar o exército de Demétrio Poliorcetes, general que mais tarde se tornou rei da Macedónia, decidiram fazer uma grande comemoração.Assim, entre 292 a.C. e 280 a.C. construíram uma majestosa estátua a Hélio, o deus grego do sol.Feita pelo escultor Carés, da cidade de Lindos, a estátua media cerca de 30 m de altura, tinha setenta toneladas de bronze (apesar de ser oca) e «guardava» a entrada do porto da cidade de Lindos.O material utilizado na escultura foi obtido a partir da fundição dos armamentos que os macedónios ali abandonaram.Era tão grande que qualquer barco que entrasse no porto passaria entre as suas pernas, com um pé em cada margem do canal.Na mão direita segurava um farol que guiava as embarcações à noite.Comenta-se que era uma estátua tão majestosa que um homem de estatura normal não conseguiria abraçar o seu polegar.Foi destruída num terramoto em 224 a.C., apenas 55 anos após a sua construção, e ficou no fundo da baía de Rodes.Sabias que, mesmo assim, havia muitas pessoas a visitá-la?Mas ninguém teve coragem de a reerguer porque pensavam que ela tinha sido derrubada pelo deus que se tinha ofendido com os habitantes da cidade.Algumas centenas de anos depois de ter sido derrubada, os fragmentos da estátua foram vendidos como sucata de metal pelos árabes, já no século VII.Para se ter uma ideia do seu tamanho, há registos de que foram necessários 900 camelos para transportar todo o bronze usado para construir a estátua.
Farol de Alexandria - A palavra «farol» deriva de Pharos, uma ilha próxima de Alexandria, uma cidade portuária do Egipto, onde há mais de 2280 anos, foi erguido o farol mais famoso da Antiguidade.A sua construção, em 280 a.C. pelo arquitecto e engenheiro grego Sóstrato, foi um grande sucesso da tecnologia e um modelo para todos os faróis desde então.As descrições dizem que o Farol de Alexandria era uma gigante torre em mármore branco de 130 metros de altura (corresponde a um prédio de 45 andares).Dividia-se em três partes construídas sobre uma plataforma de pedra: a inferior, quadrada, com 60 metros de altura; a do meio, com oito faces e 20 metros de altura; e a superior, cilíndrica com sete metros de altura.Uma rampa em caracol elevava-se até ao topo, onde, à noite, brilhava o fogo, reflectido num potente espelho, formando um clarão que podia ser visto a mais de 50 quilómetros de distância.Durante muitos séculos, o Farol de Alexandria foi usado para assinalar o porto, advertindo os navegantes da presença de recifes, usando fogo à noite e reflectindo os raios solares durante o dia.Diz-se que estava equipado com sinais de alarme accionados a vapor que se faziam ouvir durante o mau tempo, bem como com um elevador que permitia o acesso ao cimo da torre de pessoas e que permitia levar lenha para a fogueira.Na Idade Média, quando os árabes conquistaram o Egipto, substituíram o farol por uma pequena mesquita, uma vez que admiravam a sua imponência. No entanto, não viram interessem em substituir o seu espelho quando este se quebrou.Sem contar com a Grande Pirâmide, o Farol de Alexandria foi a «Maravilha» que mais tempo durou.Foi abalado por vários terramotos ao longo de centenas de anos e acabou destruído por um terramoto em 1375.As suas ruínas foram encontradas em 1994 por mergulhadores, o que depois foi confirmado por imagens de satélite.
Templo de Artemisa (ou Diana) em Éfeso - O templo de Artemisa, construído para a deusa grega da caça e protectora dos animais selvagens, foi o maior templo do mundo antigo.Localizado em Éfeso, actual Turquia, o templo foi construído em 550 a.C. pelo arquitecto da ilha de Creta Quersifrão e pelo seu filho, Metagenes. Começou por ser um pequeno templo, mas foi sendo sempre renovado e aumentado.Assim, em pouco tempo, tornou-se uma grande atracção turística (dentro do possível na época) com visitantes de diversos lugares entregando oferendas.Era composto por 127 colunas de mármore, com quase 20 metros de altura cada uma (correspondendo a um prédio de 6 andares). Era famoso pelas suas obras de arte, entre elas a escultura da deusa Artemisa.Em 356 a.C., um homem chamado Heróstrato incendiou-o, acreditando que destruindo o templo de Artemisa teria o seu nome espalhado por todo o mundo. Sabendo disso, os habitantes da cidade não revelaram o seu nome. Só mais tarde um historiador grego o revelou em escritos seus.Alexandre, o Grande ofereceu-se para restaurar o templo, mas só o começou a fazer em 323 a.C.Mais tarde, no ano 262 da nossa era, o templo foi destruído para sempre durante a invasão dos godos, um povo da Germânia.Com a conversão dos cidadãos ao Cristianismo, o templo foi perdendo importância e hoje existe apenas um pilar da construção original nas suas ruínas.Restaram apenas algumas esculturas e objectos do templo, que estão expostos em Londres. Existem também cópias da famosa estátua de Artemisa, que apenas nos dão uma ideia da sua beleza.A original era feita de ébano, ouro, prata e pedra preta. A parte superior do corpo estava nua e as vestes que cobriam as pernas e os quadris eram ornamentadas com relevos de abelhas, vacas e outros animais.
Mausoléu de Halicarnasso, situado na Ásia Menor - O Mausoléu de Halicarnasso foi mandado construir há mais de 2360 anos pela rainha Artemísia, viúva do Rei Mausolus.Quando Mausolus morreu, em 353 a.C., Artemísia contratou arquitectos gregos para construírem o mais majestoso dos monumentos sobre o túmulo do seu marido.Artemísia decidiu que nenhuma despesa seria poupada na construção do túmulo. Contratou arquitectos, escultores e centenas de artesãos. O responsável pela obra foi Scopas.A tumba foi erguida numa colina de onde se avistava toda a cidade. Uma escadaria, ladeada por leões de pedra, conduzia ao topo da plataforma.Ao longo da parede exterior havia muitas esculturas de mármore com cenas da mitologia, isto é, cenas das histórias fabulosas dos deuses e heróis do mundo antigo.Como telhado foi construída uma enorme pirâmide suportada por centenas de colunas, todas elas enfeitadas com esculturas em mármore.No total, o monumento tinha 50 metros de altura (que corresponde a um prédio de 16 andares).A cada canto, guerreiros de pedra, montados a cavalo, defendiam o conjunto. Por cima do túmulo em si estava o mais espectacular trabalho de escultura: Quatro cavalos que puxavam uma carruagem com imagens de Mausolus e Artemísia.Dois anos depois da morte do marido, Artemísia morreu também, deixando o trabalho inacabado.Foi sepultada ao lado do seu marido, mas os artesãos decidiram terminar a tumba em homenagem aos dois.A tumba de Mausolus tornou-se tão conhecida que «mausoléu» passou a significar um monumento em memória dos que morriam e deveriamser lembrados, como Mausolus.Esta obra sobreviveu durante muitos séculos, mesmo depois da destruição da cidade. Provavelmente caiu devido a um terramoto entre os séculos XI e XV.As suas pedras foram reutilizadas em construções locais.
Estátua de Zeus, em Olímpia - A Estátua de Zeus foi feita pelo grande escultor Fídias, no século V a.C., na cidade grega de Olímpia, para ser homenageada durante os Jogos Olímpicos da Antiguidade, dedicados a este Deus.Zeus era o senhor do Olimpo, a morada das divindades, por essa razão tinha que ser representado com a maior sumptuosidade que o Homem jamais tinha visto.Supõe-se que a construção da grandiosa estátua, que se encontrava sentada, dentro do templo dedicado a Zeus, tenha levado cerca de oito anos.Era feita de marfim e ébano e tinha mais de 12 metros de altura (que corresponde, mais ou menos, a um prédio de cinco andares).Os olhos de Zeus eram decorados com pedras preciosas e o seu manto e sandálias eram feitos de ouro.Fídias esculpiu Zeus sentado no seu trono feito de cedro, com uma coroa na cabeça.Na mão direita tinha a estatueta de Nikê, a deusa da vitória, e na esquerda um ceptro (bastão de rei) com uma esfera sobre a qual se debruçava uma águia (que representava esta divindade).Pensa-se que, como em representações de outros artistas, o Zeus de Fídias também mostrasse o sobrolho franzido. A lenda dizia que quando Zeus franzia a testa todo o Olimpo tremia.Mas, ao que parece, Olímpia estava a ser destruída por terramotos, cheias e incêndios. Assim, quando já tinha 800 anos de existência, a estátua foi levada para Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia.Duzentos anos depois, no ano 462, foi destruída num incêndio. Hoje, nada resta do velho templo, excepto rochas e ruínas, a fundação do prédio e colunas em destroços.A única ideia que se tem da Estátua de Zeus vem das moedas de Elis, que se supõem ser uma representação da escultura original.
Jardins Suspensos da Babilónia - Os Jardins Suspensos da Babilónia foram construídos pelo Rei Nabucodonosor II no século VI, a.C., na Babilónia, onde é hoje o sul do Iraque.Foram construídos para agradar à rainha Amytis, esposa do rei, que sonhava com os campos e as montanhas verdes da sua terra natal, muito diferentes do local onde fora morar quando casou.É talvez uma das maravilhas relatadas sobre que menos se sabe.Fala-se muito sobre as suas possíveis formas e dimensões, mas nunca se encontrou nenhuma descrição detalhada ou vestígio arqueológico que sejam coincidentes.Por exemplo, foram encontrados vestígios que podem corresponder aos Jardins Suspensos e à cidade do Rei Nabucodonosor II, mas as suas dimensões são muito inferiores às descritas pelo escritor grego Heródoto.Segundo as descrições de Heródoto, o monumento foi construído com seis montes de terra artificiais e terraços arborizados apoiados em colunas de 25 a 100 m de altura (que corresponde a um prédio de quase 30 andares).Os terraços foram construídos uns em cima dos outros e os jardins eram irrigados pela água bombeada do Rio Eufrates, um dos mais importantes da região da Mesopotâmia.Aliás, o que faz crer que se encontrou as suas ruínas é um poço fora do comum que parece ter sido usado para bombear água.Nos terraços estavam plantadas árvores, flores tropicais e alamedas de altas palmeiras. Dos Jardins podia ver-se a beleza da gigantesca cidade que ficava logo abaixo.Sabias que a cidade era uma das maiores da época?Tinha a Torre de Babel, com 250 m de altura, os Jardins Suspensos e um canal de defesa ligando os rios Tigre e Eufrates, a 40 km da Babilónia, cercado por um muro em toda a sua extensão (o Muro dos Medas), com mais de 100 m de altura.Não se sabe quando os Jardins foram destruídos.Suspeita-se que tenha ocorrido na mesma época da destruição do palácio de Nabucodonosor II, pois há relatos de que os jardins tenham sido construídos sobre o seu palácio.
Grande Pirâmide de Gizé - A Grande Pirâmide de Gizé está situada na margem esquerda do rio Nilo, no Egipto.É um dos monumentos mais famosos do mundo e é a única Maravilha que permanece até aos dias de hoje. Por curiosidade, é também a mais antiga.Sabias que existe um provérbio árabe que diz: «O Homem teme o tempo e o tempo teme as pirâmides»?Só prova que realmente são antigas!Foi construída pelo faraó Quéops em 2550 a.C., há mais de 4500 anos, para servir como sua sepultura.Foram construídas depois duas pirâmides mais pequenas ao lado: as dos faraós Quéfrem e Miquerinos (filho e neto de Quéops).A Grande Pirâmide, que é a maior de todas as 80 pirâmides do Egipto, tem 230 metros de cada lado na base e 147 metros de altura (o que equivale a um prédio de 49 andares).Sabias que foi a mais alta construção feita pelo Homem durante mais de quatro mil anos, sendo superada apenas no final do século XIX (precisamente em 1900), com a construção da Torre Eiffel, em Paris?As medidas matematicamente correctas da pirâmide demonstram como os antigos egípcios eram avançados na matemática e engenharia.Ao contrário do que se pensa, as pirâmides não foram só construídas por escravos, mas também por cidadãos comuns que consideravam uma honra e um dever religioso trabalharem na Grande Pirâmide.Além disso, a maior parte do trabalho na pirâmide ocorreu durante os quatro meses do ano quando o rio Nilo inundava as terras e não havia trabalho para ser feito na agricultura.Por isso, foram necessários 100 mil pessoas a trabalhar durante mais de 20 anos para construir a Grande Pirâmide.Foram usados mais de 2 milhões de blocos de pedra, cada qual pesando em média duas toneladas e meia.